quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Whitesnake e Judas Priest, dois em um inesquecível


Por Nanci Dainezi

Se eu tivesse somente uma palavra para descrever os shows desse último sábado, 10, eu diria: INESQUECÍVEIS! A abertura ficou por conta do Whitesnake. A batida forte do som da banda elevou a adrenalina dos fãs de todas as idades na Arena Anhembi. Coverdale, do alto de seus quase 60 anos (ele completa seis décadas dia 22 de setembro), se mostrou em plena forma e com agudos precisos.

No set list, não faltaram as clássicas “Give Me All You Love Tonight”, “Love Ain't No Stranger” e “Is This Love”. Iniciando com “Best Years”, Coverdale emocionou o público, que respondeu, cantando e batendo palmas. Ele até dedicou “Forevermore”, aos fãs brasileiros. No final do show, ainda colocou um cachecol verde, que depois descobri se tratar da bandeira do Brasil.

Os músicos deram um show à parte. Brian Tichy, baterista da banda, fez um solo fantástico, arremessando baquetas para todos os lados. Doug e Reb arrebentaram nos rifes, assim como Michael Devin, no baixo e Brian Ruedy nos teclados. A mais esperada, pelo menos por mim, também tocou: “ Here I Go Again”, com direito a agudo especial de encerramento. Um arraso! Filmei do meu celular, mas não ficou bom.

Outra que levou o público ao delírio foi “Burn / Stormbringer”, do Deep Purple. Todos queriam mais, e teve até quem reclamasse da falta óbvia de bis, uma vez que a banda abria o show do Judas Priest. Whitesnake deixou o palco com gostinho de EU QUERO MAIS! Quem sabe?!

Assim que a banda saiu, outro cenário começou a ser montado. O primeiro nome que apareceu na telona preta foi Epitaph, que até quis fotografar, mas um mocinho bem na minha frente sempre colocava sua câmera (mais potente, claro) na minha frente. Tive de me conformar, afinal, meu celular é uma meleca pra fotografar e gravar vídeos.

Dez minutos além do esperado, exatamente às 22h10 — veja, estamos falando de músicos ingleses! —, “Metal Gods” começou a ecoar pela Arena. Halford surgiu paramentado, cheio de brilhos, para provar que o Judas Priest estava lá para delírio dos fãs, que lotavam os tantos kms do local.

O show de despedida da banda (torcendo para ser mentira), teve de tudo: jatos de fogo, telão com imagens de discos da banda, fumaça, jogos de luzes, laser, figurinos metálicos a cada nova música e motocicleta no palco. Isso, além da voz modulada e possante do vocalista, que já tem 60 completos.

A expectativa maior dos fãs naquelas horas recaia no guitarrista Rick Faulkner, que substituiu o mago K.K. Downing, e ele mostrou que nasceu para o Judas. Em 2 horas e quinze de show (aproximadamente) o público vibrou com as canções antigas e recentes da banda. Não faltaram “Prophecy”, “Nostradamus”, “Night Crawler”, “Turbo Lover”, “Beyond the Realms of Death”, entre outras, que estavam fora do set list, além da clássica “Breaking The Law”, cantada mais pelo público do que propriamente por Halford.

Reverências não faltaram no show: da banda para com o público, do público para com a banda e de Halford para com a bandeira do Brasil. Bom de marketing, ele fez até quem não é nacionalista (eu) se sentirem beijados. Grande cara!

Se você não foi ao show, confira o que perdeu:

Set List Whitesnake

Best Years
Give Me All Your Love Tonight
Love Ain't No Stranger
Is This Love
Steal Your Heart Away
Forevermore
Guitar Duel
Love Will Set You Free
Drum Solo
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier of Fortune (DEEP PURPLE)
Burn / Stormbringer (DEEP PURPLE)

Set List Judas Priest:

Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out to the Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim of Changes
Never Satisfied
Diamonds & Rust(JOAN BAEZ)
Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown) (FLEETWOOD MAC)
Breaking the Law
Painkiller

Bis 1
The Hellion/Electric Eye
Hell Bent for Leather
You've Got Another Thing Comin'

Living After Midnight

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