Atentos a várias bandas que já estão agendadas para tocar no Brasil, os fãs de metal são unânimes em afirmar que o heavy metal é um poderoso aliado da sustentabilidade para a conscientização das massas. As muitas batidas pesadas dos instrumentos se juntam às letras de protesto e, literalmente, gritam para a humanidade: “cuidado, estamos destruindo nosso planeta!”
Por Nanci Dainezi
Muitos devem estar se perguntando: mas o que o heavy metal tem a ver com a sustentabilidade? Para surpresa da maioria que questionou o assunto, a resposta se resume a duas palavras: praticamente tudo!
O conceito de sustentabilidade vai muito além dos cuidados para com o meio ambiente, ele abrange questões sociais e até de ordem espiritual, afinal não existe sustentabilidade se o ser humano está em desarmonia consigo mesmo e com os outros. E nesse caótico mundo, a preocupação com o futuro da humanidade não é uma atual. Bandas precursoras do heavy metal, como Led Zeppelin, Rainbow, Uriah Heep, Deep Purple,Black Sabbath, posteriormente Scorpions, Iron Maiden, Metallica, Megadeth, além das brasileiras Sepultura, Shaman, Viper, entre outras, têm letras viscerais que abordavam a temática.Do Scorpions, que esteve em turnê mundial e se apresentou no Brasil no ano passado, temos a famosa “Humanity”, do álbum homônimo, que diz adeus à raça humana em um forte e pesado alemão. Esta banda, inclusive, sempre esteve engajada em projetos sociais e de conscientização ecológica. No início de 2010, o grupo lançou o DVD Amazônia – Live in the Jungle, que foi gravado num show em Manaus em 2007. Parte das vendas do DVD foi convertida em fundos de preservação da floresta.
“O fato é que chegamos a uma situação insuportável, de total desrespeito para com tudo o que é natural", Edu Falaschi, vocalista do Almah
Edu Falaschi, ex-vocalista do Angra e atual do Almah, não estranha a briga e engajamento das bandas mais pesadas pela sustentabilidade. Para ele, o heavy é uma das vertentes do rock, e como tal, já traz em sua raiz o inconformismo com o atual estado das coisas. Edu acrescenta que as letras que compõe, geralmente abordam a vida real e mostram como o ser humano se relaciona com a natureza, com outras pessoas e com ele mesmo. Em “The Course of Nature”, que faz parte do álbum Aurora Consurgens do Angra, por exemplo, Edu menciona como o conforto que a humanidade tanto procura para si, acaba tendo um peso negativo para o meio ambiente. “A Trace of Trait”, faixa do terceiro álbum do Motion do Almah, coloca em cheque a pretensa evolução humana e os caminhos que escolhemos para seguir. “O fato é que chegamos a uma situação insuportável, de total desrespeito para com tudo o que é natural. Com a música, sempre procuro colocar em cheque se realmente estamos usando nossa inteligência, ou apenas sendo levados por interesses escusos. Será que já não estamos pagando um preço muito caro por nosso atual estilo de vida?”, questiona.
Para sorte dos fãs do metal, vários artistas e bandas com esse espírito crítico se apresentaram no Brasil em 2012. Entre eles: Robert Plant, a voz do Led, que se apresentou no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e São Paulo, o Kiss, no melhor estilo paz e amor, que tocou no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio, Black Label Society, que passou pelo Rio Grande do Sul, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo e o Arch Enemy, banda de thrash metal que se apresentou em São Paulo e cuja vocalista é militante pela causa animal. Além deles, Evanescence, Slash, Nightwish e os brasileiros Korzus, Matanza e Cavalera Conspiracy marcaram presença pelo país afora em 2012.
Neste ano, voltaram os grandes festivais, com uma forte pegada ecológica, afinal, nada é mais triste de ver do que aquelas toneladas de lixo jogadas no chão no final de grandes apresentações que pregam o respeito para com o meio ambiente. O Lollapalloza Brasil, que divulgou que rock e engajamento têm tudo a ver, aconteceu em março em São Paulo e trouxe os grunges e ativistas sociais Pearl Jam, entre outros, e o Rock In Rio, marcado para setembro na Cidade do Rock. O festival do Rio terá inúmeras atrações, dentre elas o Sepultura, considerado uma das melhores bandas de heavy do mundo e da qual destaca-se a música “Convicted In Life” do seu décimo álbum Dante XXI e o Tambours Du Bronx, composto por 17 artistas, que tocam latões de óleo e misturam rock e batidas eletrônicas. O Iron Maiden e o Metallica, que carregam nas mensagens de destruição do mundo, também participarão do Rock in Rio.
Aos que esperam construir um mundo melhor, resta fazer a sua parte e torcer para que as vozes desses artistas possam ser entendidas por um número cada vez maior de pessoas em todo o planeta.
Seja heavy, punk ou straight edge, o mundo da música está repleto de vegetarianos. E
isso não deveria ser surpresa, afinal, a maioria dos músicos tem grande sensibilidade
para captar mensagens do inconsciente coletivo e ser o porta-voz de fatos que
incomodam, chocam e emocionam as pessoas. Conheça melhor o trabalho de artistas
de algumas vertentes do rock que optaram por um estilo de vida sem sofrimento e
que transmitem a alma vegetariana em suas músicas e atitudes
Por Nanci Dainezi
O heavy melódico tem seu representante vegê brasileiro. É André
Matos, ex-vocalista das bandas Angra e Shaman, hoje novamente no Viper, André conta que é vegetariano desde
os 14 anos de idade, por livre e espontânea vontade. Seu pai seguia a
alimentação macrobiótica e, para André, adotar um estilo de vida mais
naturalista nunca não foi nenhum sacrifício. Ao contrário, a compaixão que
nutre pelos animais ajudou bastante. “Lembro-me de que, quando era criança, fui
levado a uma pescaria no interior e no final do dia voltei com um balde cheio
de peixes... Aí me disseram para jogar a água fora e abrir suas barrigas para
limpá-los. Assim que despejei a água, observei que os peixes se debatiam
muito. Não hesitei em encher novamente o balde e, o mais rápido que pude, fui
devolvê-los ao lago. Eu devia ter uns cinco ou seis anos de idade. Desde este
dia, nunca mais concordei com essas coisas”, revela.
Hoje, devido às inúmeras
viagens e turnês, André adotou o ovolactovegetarianismo por conveniência.
Mas as carnes certamente nunca fizeram parte essencial de seu menu. Ele acredita que as pessoas que se abstém de
comer carne conseguem alcançar um nível maior de percepção de si e do mundo ao
redor. “A questão espiritualista é um pouco subjetiva, pois cada pessoa a desenvolve de
acordo com suas aptidões e necessidades. Mas, sem dúvida, o vegetarianismo
eleva a consciência em geral e o simples fato de haver disciplina em
relação à própria alimentação, já contribui para que sejamos pessoas menos
alienadas”. Com a sensibilidade apurada André, escreveu letras bastante
voltadas a questões transcendentais, como Ritual, For Tomorrow, Time Will Come (Shaman), entre outras. Ele diz que não se considera uma pessoa
religiosa e que é muito importante discernir entre religiosidade e
espiritualidade. “Através da música, creio ter conseguido me aproximar um pouco
mais do intangível. Música, acima de tudo, é um canal de comunicação
inconsciente entre as pessoas, por intermédio da
sensorialidade. É um meio através do qual várias portas se abrem. Não
é por acaso que praticamente todas as religiões incluem a música em seus cultos
e rituais”.
André busca transmitir
algumas de suas experiências, bem como experiências alheias, através da música.
“O mundo é um grande caldeirão fervilhante, no qual se encontram todos os que
por aqui passaram e em todas as épocas. O processo criativo em arte
consiste em 'captar' esses insights e
transformá-los a seu modo. Por isso, a arte é personalista. E, ao mesmo tempo,
gera identificação espontânea por parte de quem a absorve. Acho importante que os artistas tenham crenças e valores reais. E
que consigam passá-los adiante. Só assim o mundo irá melhorar”, declara.
André Matos é vegetariano desde os 14 anos de idade
O metal a favor do vegetarianismo
Um clipe da banda Sepultura balançou seus fãs em 2006. Foi
Convicted in Life (veja a letra
abaixo), que mostra um pouco da “vida” dos porcos num abatedouro. Derrick
Green, vocalista da banda, que é vegetariano há 25 anos, conta que esse vídeo
mostra como a indústria da carne é cruel. “As pessoas não sabem ou não querem
reconhecer a terrível verdade que existe em nossa sociedade”, diz.
Derrick conta que a base
principal desse vídeo foi o livro A Divina
Comédia, de DanteAlighieri, que inspirou também todo o cd Dante XXI, lançado no ano passado. “Muitos problemas que o poeta abordou na época em
que a obra foi escrita (1321), ainda persistem. O Sepultura adicionou sua própria interpretação e a adaptou para a
atualidade”, explica.
Quando Derrick assistiu um
documentário sobre a indústria da carne, sentiu que poderia usar algumas das
imagens no vídeo Convicted in Life ,
com o objetivo de mostrar a brutalidade que existe no mundo e as conseqüências das
ações humanas sobre os animais e o planeta. “Essas conseqüências são mais
ligadas às estórias do livro, mas acreditei que existiam elementos significativos
nele, que pudessem provocar sentimentos mais profundos nas pessoas”.
Segundo Derrick, mesmo sem o Sepultura ter canções com foco
específico na questão animal, suas músicas estão abertas á interpretações e ao
provocar reações nas pessoas podem servir a um grande propósito.
Derrick tornou-se vegetariano
aos 15 anos, numa época em que começou a questionar muitas coisas. Três livros
o influenciaram muito: The Jungle, escrito por Upton Sinclair, Diet for a New America, de John Robbins e,
The Bhagavad-Gita.
Ao mesmo tempo em que lia, Derrick conhecia cada vez mais amigos vegetarianos, fato
também que pesou em sua decisão. “Experimentei parar de comer carne por duas
semanas e depois disso nunca voltei”, revela.
Derrick acredita que o
vegetarianismo é o melhor jeito de viver para ele e diz que não é nada realista
esperar que as outras pessoas façam a mesma coisa.
Para ele, o consumo desenfreado
de carne deve ser combatido sim, mas com conhecimento. “A natureza tem seu próprio
jeito de mostrar que não estamos no caminho correto. Inundações, furacões,
terremotos, secas, entre outros desastres naturais tem se tornado cada vez mais
severos e isso não está acontecendo á toa.Tudo está conectado e todas as nossas ações voltam-se
contra nós, agora mais rapidamente. Isso deve ser divulgado cada vez mais
porque o conhecimento é uma ferramenta poderosa para a mudança de consciência”.
O vegetariano Derrick e a banda Sepultura
Do heavy ao punk
Política, sociedade e ideais,
que incluem o vegetarianismo, sempre foram temas bastante discutidos dentro do cenário
punk/hardcore. Bandas como Crass, Conflict, Antidote, MDC, Oi
Polloi, Cro-Mags e muitas outras,
foram as primeiras a se manifestar contra a matança de animais.
No Brasil, a política e a
sociedade capitalista eram, e ainda são, os temas preferidos dos punks e hardcores. A banda Ratos de
Porão, formada na década de 1980, é um exemplo disso. Quando João Francisco
Benedan, ou João Gordo, entrou no grupo em 1983, as letras recheadas de
protesto ganharam um representante literalmente de peso. Os anos se passaram e
hoje, para surpresa e prazer de muitos, surge nesse cenário um novo e
vegetariano João Gordo.
Sempre contestador, Gordo
conta que a princípio foi meio que obrigado a tornar-se vegetariano. Depois de
uma cirurgia de redução de estômago, que realizou há mais de um ano, todos os
tipos de carne ficaram indigestas para ele. Gordo diz que antes não pensava
muito na questão animal, até que um fato o fez mudar de idéia. Num Freak Show, programa produzido pela MTV,
inúmeras línguas de boi foram jogadas junto com groselha num ringue de luta.
Gordo diz que sentiu um misto de emoções que o fizeram analisar o problema por
um outro ângulo. “Conviver com o pessoal
hardcore e vegetariano me abriu os
olhos para a causa animal. Agora eu me importo de verdade. É f... o que os
caras fazem com os bichos”, declara. Quando finalmente parou de comer
carne, muitos o parabenizaram, principalmente seus parceiros de banda. Além de
ético, Gordo notou que ser vegetariano, engorda menos e é mais benéfico para a
saúde. Ele confessa: “antes eu odiava coisas como chuchu. Hoje tenho o maior
prazer em comer. Um dia sem querer, acabei comendo um treco com carne e senti
aquele gosto de sebo, argh!”.
Suas preocupações com
questões ligadas à natureza sempre existiram, mas hoje em dia estão mais
presentes, tanto que Gordo cedeu em 2006 ao Greenpeace
os direitos autorais de Amazônia Nunca
Mais, música que faz parte do álbum Brasil, o mais vendido do Ratos de Porão. “Sou de uma geração mais troglodita e essa
preocupação com caos urbano, eu e o Ratos sempre tivemos. Aliás, sempre fomos
atemporais com relação ao meio ambiente e ao fim do mundo”.
Gordo tem uma visão fatalista
acerca do futuro. “Na hora em que começar o êxodo, o caos, a falta de água, a desertificação,
daí a coisa vai pegar. As empresas então, nem se fala, elas ainda ganham muito
com a agropecuária e com o desmatamento. Quando elas começarem a ganhar muito
com a conscientização e com a preservação, aí a coisa muda. Mas, por enquanto é
preju para eles. É o apocalipse! Tem até uma música dos Ratos que fala sobre isso: Testemunhos
do Apocalipse. Eu acho que as pessoas têm de mudar. Me preocupo muito com
meus filhos e com o mundo que estou deixando para eles”, declara
Gordo diz que não se sente
ainda muito à vontade falando de vegetarianismo, mesmo porque este é um campo
bem novo para ele. “Estou no mesmo status de quem para de fumar. Ta ligado? O
que posso dizer é que me sinto bem sendo vegetariano.”
João Gordo diz que o pessoal hardcore abriu seus olhos para a causa animal
Um dos apoiadores do vegetarianismo
de Gordo foi Maurício Alves Fernandez, ou Boka, baterista do Ratos de Porão e da banda I Shot Cyrus. Boka conta que há 9 anos
se tornou vegetariano. “Sou 99% vegan, digamos assim, pois raras vezes aceito
alimentos que tenham algum tipo de lácteo como ingrediente."
Os motivos que levaram Boka a
se tornar vegetariano foram muitos, segundo ele, divididos entre filosóficos,
éticos, econômicos, ambientais, entre outros. Mas o ponto crucial é que após
muita informação e reflexão sobre o assunto, chegou à conclusão de que os
animais têm seus próprios interesses e não existem para servir a humanidade. “Não acredito que os humanos dêem um
tratamento coerente ou justo para as outras espécies que habitam o planeta e
parece que também não estão abertos a tal debate. Muita gente não dá a mínima
para isso. Muitos gostam de sangue e ponto final”, declara. Boka acha que hoje
as pessoas estão mais abertas a entender o vegetarianismo, mas “definitivamente
ainda é tudo muito tímido”.
Na opinião do baterista, hoje
já existe muita informação sobre os malefícios da carne e a destruição causada
por sua indústria, mas a “cultura” ou a falta dela é ainda arraigada e muito
forte: “Quando revelamos que somos vegetarianos, muita gente logo pergunta se a
gente não fica doente porque não come proteína”.
Boka diz que talvez com
informações mais massivas e com o apoio de profissionais de saúde e
nutricionistas que entendam do assunto, o número de vegetarianos cresça, mas
não é muito otimista com relação ao tempo que isso levará para acontecer.
Boka é 99% vegan
O X da questão
Não é novidade que a música tem um grande poder
transformador. Inúmeras experiências feitas com plantas e animais demonstraram
resultados fantásticos em seu comportamento, desenvolvimento e crescimento. No
ser humano é absorvida pelas células e órgãos e age indiretamente nos processos
orgânicos. A música faz vibrar, chorar, rir, emociona, ensina e até cura! Muita gente acredita ainda que as letras
política e ecologicamente corretas das canções podem ajudar a mudar a
consciência humana. Mas será que isso realmente acontece?
André Vieland acredita que
sim. Músico e administrador do restaurante Vegacy,
ele é vegan há seis anos e participa ativamente do movimento straight edge (sXe), compondo músicas
que abordam o vegetarianismo como uma das principais temáticas. “Acredito que
música é uma grande aliada para a mudança de consciência. É uma “arma” das mais
funcionais”, declara. Ele costuma dizer nos shows de uma das suas bandas, que o
conhecimento leva á conseqüência. Vieland é vocalista da Good Intentions e da Live For
This, e diz
que as pessoas que ouvem suas
músicas não só se preocupam com o som, mas também com o quê está sendo dito. “Essas
pessoas podem sim ser modificadas. Comigo foi assim, e tenho muitos amigos que
também pensam dessa forma. Acredito que
boa parte do conhecimento que tenho em relação ao vegetarianismo e ao
veganismo foi adquirido através da música”, acrescenta.
O movimento sXe nasceu do
punk e tinha todos os seus ideais contestadores. Nos Estados Unidos, onde
surgiu, nunca esteve diretamente ligado ao vegetarianismo, porém na América
Latina e em grande parte da Europa, essa ligação sempre foi muito forte. Na final
dos anos 80, a banda Youth Of Today
passou a difundir o vegetarianismo, em suas músicas, camisetas e entrevistas.
Com eles, muitas outras bandas da época, como Gorilla Biscuits e Insted,
por exemplo, aderiram e logo o modo de vida vegetariano se tornou uma tendência
dominante dentro do sXe. Com o tempo, os direitos dos animais foram se tornando
mais importantes na cena mundial do movimento e foram surgindo novas bandas, cujo
propósito principal era difundir esse ideal. Uma das melhores letras sobre
o assunto, e que sintetiza bem a questão animal foi escrita pela banda belga Nations On Fire. A música chama-se 4 More Reasons (veja a letra abaixo).
Segundo Vieland, hoje em dia devido
a modismos e informações distorcidas muitas pessoas se tornam sXe e ainda não
tem a menor idéia de onde isso veio e o que representa o X que fazem nas costas
das mãos. Entretanto, existem também pessoas que levam isso muito a sério, que põem
a mão na massa, se engajam no movimento seriamente, buscam informação e mudam
seus hábitos de vida. De acordo com Vieland, “apesar dos que só entram no
movimento por modismo e não mudam verdadeiramente suas convicções, aqueles que
buscam conhecimento e que levam o sXe como uma escolha feita para a vida, são muito
importantes porque fazem a diferença”, finaliza.
André Vieland acredita que a música atrai mais gente para o vegetarianismo
Condenado em Vida (convicted
in life- 2006 / Sepultura)
Abandone toda a esperança
quem entra aqui
a dor eterna que corre entre os perdidos
É a ficção da vida
O que você é o que você vive
Nunca fez uma maldita
diferença para você
Nos olhos você pode ver a verdade
É a ficção da vida
Eu estou afundando, nenhum outro jeito
Perdido, quem entra aqui
Nada pareceu sair como
planejado
não faz nenhuma diferença com as escolhas que eu faço
Estou condenado em vida
Não quero cometer os mesmos erros
Perdido, quem entra aqui
Não posso viver com as falhas
Não há remorso algum para você e para mim
Condenado em vida,
Ficção na vida,
vítima na vida. Ouça:
Mais quarto razões (four more reasons – 1992/ Nations On Fire)
Tenho pensado sobre o que nós
dizíamos
Sobre a ignorância com a qual costumávamos pregar o vegetarianismo
Mas conforme os anos se passaram, sempre procurando mais respostas
Minha sede por conhecimento nunca secou
Analisando a indústria da carne
Como ela irá destruir nosso meio-ambiente em poucos anos
É a segunda maior ameaça à nossa terra
Logo após um desastre nuclear - isso ninguém nunca ouviu!
Quando a carne é vermelha - 4
mais razões para se preocupar
Descubra onde está o perigo
Razões políticas, econômicas,
éticas e de saúde
(políticas) Explorando
países do terceiro mundo pela nossa carne
O lobby da carne é poderoso para cacete!
E controla nossas mentes, controla nossas escolas
(Econômicas) Alimentamos nosso gado com a comida
que poderia alimentar populações inteiras
Estamos poluindo nosso mundo em nome dos lucros feitos por algumas poucas
corporações
(Éticas) Nosso desrespeito pelos animais prova nosso desrespeito
pelas pessoas:
especismo e sexismo são uma coisa só
(Saúde) E no fim estamos destruindo nossa própria saúde
Nosso corpo está fora de equilíbrio
Eu digo, dane-se sua riqueza!
Quando a carne é vermelha - 4
mais razões para se preocupar
Experimente toda a comida saudável que puder
Nós o fizemos e não nos arrependemos Não nos arrependemos!
Quando a carne é vermelha, é
a morte de uma criatura inocente. Ouça:
Alguns músicos Vegetarianos/Veganos de vários
estilos musicais
Absence (banda de hardcore) Annie Lennox (cantora)
Anthony Kiedis (vocalista dos Red Hot Chili Peppers)
Bob Dylan (cantor)
Bryan Adams (cantor) Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones)
Chris Martin (vocalista do
Coldplay)
Chris Novoselic (baixista dos Nirvana)
Chrissie Hynde (cantora dos The Pretenders)
Damon Alburn (vocalista dos Blur)
Daniel Johns
(vocalista/guitarrista dos Silverchair)
Daren Hayes (Savage Garden)
Eddie Jackson (baixista dos Queensryche)
Eddie Vedder (vocalista dos Pearl Jam)
Eddie Vedder
Gavin Rossdale (vocalista dos Bush)
George Harrison (músico dos Beatles)
Jack Dangers (músico dos Meat
Beat
Jeff Ament (baixista dos Pearl Jam)
John Feldmann (vocalista dos
Goldfinger)
Johnny Marr (ex guitarrista dos The Smiths)
Kate Bush (cantora)
Kim Andrew (vocalista dos
Brilliant sins)
Kirk Hammett (guitarrista dos Metallica)
Larry
Mullen Jr. (baterista do U2)
Lenny Kravitz (músico)
Maron (banda de harcore
Michelle Malone (cantora)
Moby (D.J.)
Morrissey (cantor)
Mushroom (dos Massive Attack
Paul MacCartney (cantor)
Peter Gabriel (músico)
Phil Collen (cantor)
Point Of No Return (banda de hardcore)
Prince (cantor)
Purification (banda de
hardcore)
Rick Allen (Def Leppard)
Rikki Rockett (dos Poison)
Ringo Starr (músico)
Robert Smith (músico The Cure)
Seal (músico)
Serj Tankian (ex-vocalista dos System of a Down)
Serj Tankian
Sinead O'Connor (cantora)
Steve Vai (guitarrista)
Tate (vocalista dos
Quennsryche)
Tina Turner (cantora)
Tom Scholz (guitarrista da
banda Boston)
Travis Barker (baterista dos Blink-182)
Ziggy Marley (músico)
Fonte: Sítio vegetariano
Curiosidades:
O cantor norte-americano
Prince, 53, foi eleito "o vegetariano mais sexy do mundo" de 2006. A
organização PETA (People for the Ethical
Treatment of Animals) abre anualmente a votação em seu site. Só no ano passado,
mais de 40 mil pessoas votaram. Prince sucedeu Chris Martin, cantor do grupo de
rock britânico Coldplay, homenageado pela PETA em 2005.
Prince é o vegê mais sexy de 2006, segundo o PETA
A líder dos Pretenders,
Chrissie Hynde, 60, é militante, filiada ao PETA e não perde uma oportunidade de
fazer campanha em prol do vegetarianismo e
contra os maus tratos aos animais. "Sempre dou um jeito de espalhar
meus ideais nos países onde faço shows", disse ela em uma entrevista em
setembro de 2003, quando esteve no Brasil. Ainda nessa data declarou: "Minha
missão aqui na Terra é, antes de tudo, promover o vegetarianismo como saída
para a salvação da economia e da saúde."
Chrissie Hynde hoje tem 60 anos
Fonte: site PETA
Esta matéria foi publicada na Revista dos Vegetarianos, em janeiro de 2009 e atualizada para postagem nesta página.
Já que é Dia Mundial do Rock, lá vai minha lista de preferidas. São as 10 mais de todos os tempos, segundo eu mesma, com direito a "the best". De algumas destas bandas listadas, já tive a honra de entrevistar os vocalistas: Derrick Green, do Sepultura, André Matos, do Viper, Edu Falaschi, do Almah e Timo Kotipelto, do Stratovarius. Não estão na lista o João Gordo, do Ratos de Porão, e o Japinha, baterista do CPM 22, que também entrevistei há alguns anos para a Revista dos Vegetarianos. Faltam: o Ozzy, o Plant, a Rita e o Ian Gillan... quem sabe um dia... fora dela, tem um monte de músicos de bandas como Metallica, Foo Fighters, System of a Down, etc, etc, etc...que gostaria imensamente de convidar para uma entrevista. Bem... vamos à listagem. Vejam os vídeos. Espero que gostem! Em 10º lugar: Sepultura!
Em 9º, nossa rainha do rock, a brasileiríssima Rita Lee!
No 8º lugar: André Matos (ele estava no Shaman).
The 7º goes to: Edu Falaschi, já no Almah.
Em 6º: Timoooo... Stratovarius!
5º lugar para: Ian Gillan, Deep Purple.
Em 4º lugar: Robert!
3º in my heart (always)...
aiaiai... em 2º...: Black Sabbath!
Em primeiro (ainda tem o prêmio especial, claro)... Dio Santo!
O primeiro dos primeiros (e que eu já tive a honra de participar da coletiva de imprensa, com direito a foto):Bruceeeeeeee!
Para terminar, uma de minhas fotos preferidas (sou fã mesmo, o que posso fazer, a não ser admirar muito esse cara e essa banda maravilhosa!). E viva o Rock!!!
Minha história começou quando sugeri uma pauta para um site no qual frilo... mas não sabia se iria conseguir nem a
aprovação da pauta e nem a entrevista com uma celebridade internacional. Para minha surpresa, a pauta foi aceita e eu
comecei meu contato com a assessoria de imprensa. Para minha sorte, a assessora era um doce, muito solícita e pronta a
me ajudar. Querida Heloisa Vidal, não esquecerei seu nome jamais! Passaram-se alguns dias, o assunto esfriou... e eu
pensei: claro, alarme falso, não vai rolar, vamos para a próxima pauta, fazer o quê...
Foi então que aconteceu! Confesso que foi com imensa alegria que li a seguinte mensagem no meu gmail: o Timo Kotipelto
falará com você antes do show, pois virá para o Brasil duas semanas antes... quê, pensei?! Maravilhosoooooo, comecei a
pesquisar sobre as novas músicas, a turnê, para me munir de informações e preparar perguntas inovadoras (como pediram
para este site)... convidei até o pessoal de uma TV Web do meu bairro para ir comigo, mas acabou não rolando por conta
de compromissos agendados e falta de coordenação entre horários e locomoção necessária, enfim... no dia da entrevista,
com tudo pronto, decorado, coração a mil, fui eu para a entrevista com meu fotógrafo preferido: o Fábio Franci!!!
Chegando lá, achei se tratar de uma coletiva porque havia algumas equipes de tv por ali... sentei para esperar e vi
todos indo embora... então a Heloisa chegou e me disse: pronto Nanci, pode entrar... quê?! Eu, o fotógrafo, a Heloisa e
o Timo Kotipelto ao vivo e a cores!
Foto: Fábio Franci
Ao contrário do que havia imaginado para uma celebridade do power metal, um cara pra lá de simpático e muito bem
humorado. Me desculpei pelo meu "inglês macarrônico" e parti para a primeira pergunta... foram 2, 3, 4, 5... finalmente
a 10ª... alguns errinhos de entendimento, mas no final deu tudo certo. Agradeci muito a entrevista absolutamente
exclusiva e até tirei uma foto com ele. Bárbaro!!!
Foto: Fábio Franci
Consegui minha(s) matéria(s)para o site da SaraivaConteúdo. Prestigiem:http://www.saraivaconteudo.com.br/Entrevistas/Post/51671
... também para o meu blog :) e acabei até gravando o show depois
para o Daqui TV!
Vejam nos links:
http://www.tudoeste.com.br/?DS=ttl_banda-stratovarius-faz-show-no-carioca-club|Pub_1|smfr_3|CodArt_24907
Depois disso, fui ao show e fiz as imagens e esta reportagem: http://www.tudoeste.com.br/?DS=ttl_confira-como-foi-o-show-da-banda-stratovarius|Pub_1|smfr_22|CodVid_24986
Aliás, O resultado, além dos textos, é que fiquei ainda mais fã da banda e do Timo. Como em "Unbreakable", conforme o
Timo prometeu (e cumpriu) estar no setlist na entrevista, foi um momento indestrutível, especial, que guardarei para
sempre. Acompanhem algumas partes da entrevista não aproveitadas na matéria que fiz para o site: Timo Kotipelto fala sobre Nemesis
Por Nanci Dainezi
Considerado pela crítica como o melhor trabalho de todos
os tempos da banda finlandesa Stratovarius, Nemesis, o
14º álbum de estúdio, está repleto de viagens oníricas e
ares épicos. Embora tenha ganhado mais ousadia,
modernidade e potência com a inclusão de elementos
eletrônicos, assim como vozes e corais, e a troca do
baterista, continua melódico e com riffs facilmente
reconhecidos pelos fãs. Em entrevista, o vocalista e líder da banda, Timo
Kotipelto, falou das músicas,da escolha do nome do álbum e
do conceito geral do trabalho.
“Quem ouve nossa música
se sente renovado e cheio de energia”, afirmou Kotipelto.
Foto: Fábio Franci
Como você define o álbum Nemesis, de forma geral? Timo. Nemesis é uma versão atual da banda, é um Stratovarius mais moderno se comparado aos álbuns anteriores, incluindo o nosso último álbum de estúdio. Também é mais pesado, obscuro, mais técnico (com a presença de elementos eletrônicos), mas continua focado em boas melodias e nos solos de guitarra. O novo baterista (Rolf Pilve) também deu um tom mais atual às melodias. Alguns dizem que Nemesis é o melhor de todos os álbuns da banda, mas eu penso que ele seja o melhor álbum dos últimos 12 anos. Nós todos gostamos muito do resultado e desta energia mais renovada e poderosa.
O que Nemesis tem em comum com os outros álbuns da banda e também o que tem de diferente? Timo. Em comum, Nemesis continua melódico, com boas músicas, hits pesados e riffs, embora mais rápidos na opinião de algumas pessoas, facilmente reconhecido pelos fãs como sendo do Stratovarius. De diferente, eu acho que está mais moderno com a presença do novo baterista.
Jens Johansson, Rolf Pilve, Timo Kotipleto, Lauri Porra e Matias Kupiainen Foto: Divulgação
O nome Nemesis, dado a este novo álbum se refere mais à deusa da vingança (da mitologia) ou mais a pequena estrela companheira do sol (da astrologia)?
Timo: O nome Nemesis surgiu após tocarmos no Festival de Verão da Espanha de 2012, ainda no aeroporto. Foi o guitarrista da banda (Matias Kupiainen) quem o sugeriu. Embora alguns falem que Nemesis se refere à estrela companheira do sol, para mim, e até também por conta da arte da capa, ela é a deusa que traz a justiça, fazendo com que os anjos punam com a morte as pessoas más que maltratam o planeta, ou a mãe natureza, o que de certa maneira já está acontecendo conosco com a aparição de catástrofes, furações, etc. Nós deveríamos cuidar melhor da natureza, isso é uma verdade.
As músicas do álbum, que se inicia com Abandon e termina com Nemesis, formam uma história completa? Timo: Na verdade, além das 11 músicas, que incluem Abandon e Nemesis, existem ainda as faixas bônus Fireborn e Hunter e, na versão japonesa, também a Kill It With Fire. Outra coisa é que as letras foram escritas por cinco pessoas diferentes e, portanto, abordam diferentes assuntos, embora alguns deles tenham uma interligação. De forma geral, não existe um conceito único, as letras abordam temas diversos como resistência, fantasia, luta, esperança e o modo como vemos a vida, por exemplo.
Como aconteceu a escolha das músicas que compõem Nemesis? Timo: Tínhamos 16 músicas e acabamos escolhendo 11 faixas, sendo que destas, sete são ao vivo. Não são músicas feitas exatamente para dormir... acredito que as canções que escolhemos sejam complementos perfeitos para a vida de quem gosta de power metal, um gênero que tem fãs de idades diferentes, desde adolescentes de 12, 13 anos, até pessoas com mais de 60 anos, com diferentes profissões, o que é fantástico. Elas também transmitem energia boas vibrações. Quem ouve nossa música, em shows ou cd, se sente renovado e cheio de energia.
Capa do novo cd da banda
Foto: Divulgação
O álbum Nemesis é composto por 11 faixas com duas bônus (Fireborn e Hunter). Já a versão japonesa, contém um a mais (Kill It With Fire).
1. Abandon
2. Unbreakable
3. Stand My Ground
4. Halcyon Days
5. Fantasy
6. Out Of The Fog
7. Castles In The Air
8. Dragons
9. One Must Fall
10. If The Story Is Over
11. Nemesis
11. Fireborn (bônus)
12. Hunter (bônus)
09. Kill It With Fire (bônus incluso somente no álbum japonês)
Depois dessa entrevista, mais exatamente no dia 18 de maio, o Stratovarius fez um grande show no lotado Carioca Club,
no bairro de Pinheiros. No setlist, que começou com Abandon e Speed Of Light, muitas músicas do novo álbum, como
Dragons, If The Story is Over, Fantasy, entre outras. Houve muita interação durante todo o show, mas dois momentos
foram especialmente marcantes para o público: quando o baixista solou, pedindo para que o público repetisse seu
sobrenome "Que Porra" e quando mister Kotipelto disse que o refrão de Hunting, High and Low, tinha sido mais alto no
Paraguai (e que talvez também fosse na Argentina).
Vejam as imagens do show. Crédito do Fábio Franci!
Lotação máxima no Carioca Club
Palco preparado!
A nova formação da banda conta com Rolf Pilve na bateria