sábado, 22 de julho de 2017

Edu Falaschi apresenta seu projeto solo no Carioca Club

Acompanhado dos seus fieis ex-companheiros de Angra,  o frontman faz show domingo, 23/7, às 20h

O cantor, compositor, arranjador, produtor e multi-instrumentista Edu Falaschi, um dos músicos mais respeitados do heavy metal no Brasil e no mundo, finalmente deu o pontapé inicial na tão aguardada e histórica “Rebirth of Shadows Tour”.

O novo projeto solo, que estreou em Belo Horizonte, dia 8/7, e já foi apresentado ao público carioca no dia 21/7, traz clássicos do Angra, como “Rebirth”, “Hunters and Prey”, “Temple of Shadows”, “Aurora Consurgens” e “Aqua”.

Em sua primeira turnê solo, Edu Falaschi está ao lado de seus dois antigos colegas e ícones do metal melódico, Aquiles Priester ( bateria – Hangar, Tony Macalpine, Noturnall) e Fabio Laguna (teclado – Hangar). Diogo Mafra e Raphael Dafras, do Almah, Roberto Barros, um dos melhores guitarristas da nova geração do metal nacional, completam o line-up.

“Foi uma grande emoção, experiência emocional e nostálgica, trazer de volta os bons sentimentos de uma era de ouro. Com certeza, todas as noites dessa turnê serão inesquecíveis”, declarou o ex-vocalista do Angra.

Confira video na capital mineira em https://www.facebook.com/edufalaschi.officialpage/videos/10156350736609745.

O repertório deve ser o seguinte:
Deus Le Volt! (intro)
Spread Your Fire
Acid Rain
Running Alone
Waiting Silence
Wishing Well
Angels and Demons
Caça e Caçador
Breaking Ties
Arising Thunder
Trem das Onze (Adoniran Barbosa)
Pegasus Fantasy (Cavaleiros do Zodíaco)
Late Redemption
Drum Solo Aquiles Priester
The Temple of Hate
Bleeding Heart
Millennium Sun
Heroes of Sand
Live and Learn
Rebirth
Nova Era

Sabendo da expectativa dos fãs, Edu Falaschi publicou recentemente mensagem falando sobre esta nova fase na sua gloriosa carreira em sua página oficial no Facebook. Confira em https://www.facebook.com/edufalaschi.officialpage/videos/10156266889239745.

Até então, “Rebirth of Shadows Tour” tem as seguintes datas confirmadas:
23/07 – Carioca Club – São Paulo/SP
27/07 – Opinião – Porto Alegre/RS
28/07 – Bar da Montanha – Limeira/SP
29/07 – Casa das Dunas – São Luís/MA
30/07 – Clube Internacional – Recife/PE

Ainda há ingressos à venda para as exibições. Na capital paulista, as entradas estão disponíveis pelo site do Clube do Ingresso http://www.clubedoingresso.com/edufalaschi-sp | http://www.clubedoingresso.com/edufalaschi-rj, além de pontos autorizados pela empresa em diversas localizações e cidades (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar). Mais informações nos serviços abaixo.

Somando mais de 25 anos carreira, Edu Falaschi vendeu mais de 1 milhão de discos, gravou 16 álbuns, compôs cerca de 100 músicas, realizou várias turnês mundiais, especialmente no Japão, Europa, EUA e América do Sul, além de ter tocado nos mais importantes festivais como Rock in Rio, Wacken Open Air, Sweeden Rock, Monsters of Rock, Prog Power, Rock Machina, Gods of Metal, etc.

Em 2006, fundou o Almah, que rapidamente alcançou enorme sucesso internacional. O grupo já lançou cinco álbuns de estúdio e visa gravar o seu primeiro DVD. Uma das participações mais marcantes na carreira foi registrar a trilha sonora do desenho japonês Cavaleiros do Zodíaco.

SERVIÇO SÃO PAULO
Edu Falaschi em“Rebirth of Shadows Tour”
Data: 23 de julho de 2017 (domingo)
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
Hora: 18h (portas) | 20h (Edu Falaschi “Rebirth of Shadows Tour”)
Show de Abertura: 19h (Attractha)
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/2338995222991691
Classificação etária: 16 anos (14 e 15 anos: entrada permitida com responsável legal)
Duração: Aproximadamente 120 minutos
Estacionamento: nas imediações (sem convênio)
Estrutura: ar condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

SETORES/VALORES:
PISTA – R$ 60,00 (meia-entrada e promocional*) | R$ 120,00 (inteira)
CAMAROTE: R$ 100,00 (meia-entrada e promocional*) | R$ 200,00 (inteira)
*O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível na entrada do evento.

# Ponto de venda (sem taxa de conveniência – pagamento apenas em dinheiro):
Carioca Club: segunda/sábado: 12h à 20h

# VENDA ONLINE (com taxa de conveniência): http://www.clubedoingresso.com/edufalaschi-sp
Mais pontos de venda autorizados com taxa de conveniência: http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar

quinta-feira, 3 de março de 2016

João Rock lança programação

Baduí e Japinha da banda CPM 22 na apresentaçao do line-up do João Rock - Foto: Alfredo Risk
Evento acontece dia 18 de junho em Ribeirão Preto/SP com 17 atrações em 3 palcos 


O Festival João Rock teve sua programação oficial anunciada hoje em evento para convidados com transmissão ao vivo em sua página no facebook.
No "Palco João Rock" se apresentarão: Legião Urbana, Natiruts, Planet Hemp, Nando Reis, Criolo e convidados, Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi e Black Alien. A abertura da programação no espaço será feita pela banda vencedora do concurso que é promovido pelo próprio Festival desde 2009, revelando talentos da música nacional.
Novidades
Nesta edição histórica de 15 anos, uma das novidades é  que o festival ganhou dois palcos temáticos, além do palco João Rock. Um deles, uma homenagem ao primeiro ano do evento, batizado de "Palco 2002 - Quando Tudo Começou", que traz CPM22, Titãs, Ira! e Cidade Negra, as mesmas bandas que começaram o João Rock.
Outra novidade é a estreia do palco "Fortalecendo a Cena", um local onde o Festival apresentará as bandas  brasileiras que estão se destacando no pop rock nacional no Brasil e no mundo: Marrero, Scalene, Dona Cislene, Far From Alaska e Supercombo. "Todas as bandas do 'palco João Rock' e do 'Palco 2002, quando tudo começou' já se apresentaram no festival e construíram uma história nestes 15 anos. As bandas do 'Palco Fortalecendo a Cena' são todas inéditas unindo o presente e o futuro do rock nacional em um mundo de música, paz e diversão.", comemora Luit Marques, organizador do evento
Também estão confirmados o setor de esportes radicais e uma ampla área de alimentação com Food Trucks, além de dois camarotes e uma área vip. 
Os shows do Palco João Rock serão no estilo non-stop, ou seja, sem intervalos, com as apresentações alternadas em dois palcos. 
CPM22 deu o start
O lançamento oficial da programação do João Rock aconteceu em Ribeirão Preto nesta terça-feira, dia 01 de março, com a presença dos integrantes da banda CPM22, Primeira atração a tocar no primeiro João Rock, em 2002, CPM22 também é uma das bandas que mais coleciona passagens pelo evento: foram no total sete shows e retorna nesta edição comemorativa. Badauí e Japinha, foram os responsáveis pelo "start" no vídeo que apresentou as atrações à imprensa. "O primeiro acorde, a primeira voz do João Rock foi do CPM22. A história do evento e da banda se confundem. Ambos cresceram ao longo destes anos. Hoje CPM22 é um dos principais nomes do cenário musical brasileiro e o João Rock um dos principais festivais do país", diz Marcelo Rocci, organizador do festival. O baterista do CPM22 Japinha reforça a importância do Festival "participar desse momento do João Rock nos dá muito orgulho. É um festival que sempre defendeu a bandeira do rock nacional, assim como nós do CPM. Em 2002 também éramos uma banda iniciando. Temos muito em comum". comenta
Venda de ingressos começa hoje
Com o anúncio da programação também tem início a venda oficial de ingressos através do site www.joaorock.com.br
Nos últimos três anos os acessos para o evento se esgotaram cerca de 40 dias antes do evento.

Festival João Rock
Data: 18 de junho
Local: Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto
Palco João Rock: Natiruts, Nação Zumbi, Criolo e convidados, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Nando Reis, Planet Hemp e Black Alien.
Palco 2002: Ira!, CPM22, Titãs e Cidade Negra.
Palco Fortalecendo a Cena: Marrero, Dona Cislene, Supercombo, Scalene e Far From Alaska.
Venda de ingressos: www.joaorock.com.br 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Novas do Made In Brazil

Feito na Pompeia

Feito na Pompeia - Fotógrafo: Divulgação
Banda internacionalmente conhecida tem profunda relação com o bairro da Pompeia.
O nome é Made In Brazil, mas poderia ser também chamada de Made In Pompeia. Formada em 1967 pelos irmãos Oswaldo e Celso Vecchione, teve início no bairro paulistano conhecido como a “meca do rock’n’roll brazuca”. “Eu nasci na rua Cayowaá, meu irmão na Caraíbas e minha irmã na Diana... e retirando os 14 anos que morei em Atibaia, minha vida inteira (hoje tenho 66 anos) eu morei nesta região”, conta Oswaldo.

Além do Made In Brazil, o bairro é berço também da banda Mutantes. “A casa do Sérgio Dias e do Arnaldo Baptista ficava distante duas quadras da minha, na rua Venâncio Aires. Eu e o Celso éramos amigos deles e costumávamos acompanhar os ensaios. Aliás, o Sérgio foi o responsável pela organização do primeiro ensaio oficial do Made e, em contrapartida, nós emprestamos nossos equipamentos para a primeira turnê nacional dos Mutantes... essas coisas de amigos...”, revela o músico.

Ele diz ainda que o Made é a única banda que conseguiu superar a época pós-punk e disco dos anos de 1970 e continuar junto e atuante na cena musical até os dias de hoje. “Na época da disco, muitos roqueiros, inclusive a Rita Lee, sofreram com a invasão dos DJs, que deixaram o mercado de shows de banda literalmente a ver navios. Tivemos sorte porque a música título do disco “Minha Vida é Rock N Roll” (quarto álbum do Made In Brazil) fez um tremendo sucesso em 1981 e se tornou um hino de resistência do rock, sendo uma das canções brasileiras mais gravadas por outras bandas. Cerca de 17 bandas gravaram essa música. Desde que surgimos, nunca paramos de gravar e de fazer shows”, declara o músico.

Hoje, com 17 álbuns no portfólio, o Made In Brazil está prestes a completar 40 anos do lançamento de seu primeiro disco, que tem o mesmo nome da banda, e está realizando vários shows pelo país desde 25 de janeiro, quando tocouo Centro Cultural São Paulo, em homenagem aos 460 anos de aniversário da cidade de São Paulo. Para conhecer a programação de shows, acesse o site da banda. 

Made In Brazil
www.bandamadeinbrazil.com.br
Contato para shows: 6744-2593, 3862-7374 e 8276-6612

sábado, 3 de agosto de 2013

Heavy metal sustentável: a sincronia entre o som pesado e a natureza

Atentos a várias bandas que já estão agendadas para tocar no Brasil, os fãs de metal são unânimes em afirmar que o heavy metal é um poderoso aliado da sustentabilidade para a conscientização das massas. As muitas batidas pesadas dos instrumentos se juntam às letras de protesto e, literalmente, gritam para a humanidade: “cuidado, estamos destruindo nosso planeta!”

Por Nanci Dainezi

Muitos devem estar se perguntando: mas o que o heavy metal tem a ver com a sustentabilidade? Para surpresa da maioria que questionou o assunto, a resposta se resume a duas palavras: praticamente tudo!
O conceito de sustentabilidade vai muito além dos cuidados para com o meio ambiente, ele abrange questões sociais e até de ordem espiritual, afinal não existe sustentabilidade se o ser humano está em desarmonia consigo mesmo e com os outros. E nesse caótico mundo, a preocupação com o futuro da humanidade não é uma atual. Bandas precursoras do heavy metal, como Led Zeppelin, Rainbow, Uriah Heep, Deep Purple,Black Sabbath, posteriormente Scorpions, Iron Maiden, Metallica, Megadeth, além das brasileiras Sepultura, Shaman, Viper, entre outras, têm letras viscerais que abordavam a temática.Do Scorpions, que esteve em turnê mundial e se apresentou no Brasil no ano passado, temos a famosa “Humanity”, do álbum homônimo, que diz adeus à raça humana em um forte e pesado alemão. Esta banda, inclusive, sempre esteve engajada em projetos sociais e de conscientização ecológica.  No início de 2010, o grupo lançou o DVD Amazônia – Live in the Jungle, que foi gravado num show em Manaus em 2007. Parte das vendas do DVD foi convertida em fundos de preservação da floresta.
“O fato é que chegamos a uma situação insuportável, de total desrespeito para com tudo o que é natural", Edu Falaschi, vocalista do Almah 
Edu Falaschi, ex-vocalista do Angra e atual do Almah, não estranha a briga e engajamento das bandas mais pesadas pela sustentabilidade. Para ele, o heavy é uma das vertentes do rock, e como tal, já traz em sua raiz o inconformismo com o atual estado das coisas. Edu acrescenta que as letras que compõe, geralmente abordam a vida real e mostram como o ser humano se relaciona com a natureza, com outras pessoas e com ele mesmo. Em “The Course of Nature”, que faz parte do álbum Aurora Consurgens do Angra, por exemplo, Edu menciona como o conforto que a humanidade tanto procura para si, acaba tendo um peso negativo para o meio ambiente. “A Trace of Trait”, faixa do terceiro álbum do Motion do Almah, coloca em cheque a pretensa evolução humana e os caminhos que escolhemos para seguir. “O fato é que chegamos a uma situação insuportável, de total desrespeito para com tudo o que é natural. Com a música, sempre procuro colocar em cheque se realmente estamos usando nossa inteligência, ou apenas sendo levados por interesses escusos. Será que já não estamos pagando um preço muito caro por nosso atual estilo de vida?”, questiona.

Para sorte dos fãs do metal, vários artistas e bandas com esse espírito crítico se apresentaram no Brasil em 2012. Entre eles: Robert Plant, a voz do Led, que se apresentou no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e São Paulo, o Kiss, no melhor estilo paz e amor, que tocou no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio, Black Label Society, que passou pelo Rio Grande do Sul, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo e o Arch Enemy, banda de thrash metal que se apresentou em São Paulo e cuja vocalista é militante pela causa animal. Além deles, Evanescence, Slash, Nightwish e os brasileiros Korzus, Matanza e Cavalera Conspiracy marcaram presença pelo país afora em 2012.

Neste ano, voltaram os grandes festivais, com uma forte pegada ecológica, afinal, nada é mais triste de ver do que aquelas toneladas de lixo jogadas no chão no final de grandes apresentações que pregam o respeito para com o meio ambiente. O Lollapalloza Brasil, que divulgou que rock e engajamento têm tudo a ver, aconteceu em março em São Paulo e trouxe os grunges e ativistas sociais Pearl Jam, entre outros, e o Rock In Rio, marcado para setembro na Cidade do Rock. O festival do Rio terá inúmeras atrações, dentre elas o Sepultura, considerado uma das melhores bandas de heavy do mundo e da qual destaca-se a música “Convicted In Life” do seu décimo álbum Dante XXI  e o Tambours Du Bronx, composto por 17 artistas, que tocam latões de óleo e misturam rock e batidas eletrônicas. O Iron Maiden e o Metallica, que carregam nas mensagens de destruição do mundo, também participarão do Rock in Rio. 

Aos que esperam construir um mundo melhor, resta fazer a sua parte e torcer para que as vozes desses artistas possam ser entendidas por um número cada vez maior de pessoas em todo o planeta.

Nota da autora: esta matéria foi atualizada. A primeira versão foi publicada na SaraivaConteúdo em outubro de 2012, confira: http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/48305

sábado, 20 de julho de 2013

Músicas para a conscientização

Seja heavy, punk ou straight edge, o mundo da música está repleto de vegetarianos. E isso não deveria ser surpresa, afinal, a maioria dos músicos tem grande sensibilidade para captar mensagens do inconsciente coletivo e ser o porta-voz de fatos que incomodam, chocam e emocionam as pessoas. Conheça melhor o trabalho de artistas de algumas vertentes do rock que optaram por um estilo de vida sem sofrimento e que transmitem a alma vegetariana em suas músicas e atitudes

Por Nanci Dainezi

O heavy melódico tem seu representante vegê brasileiro. É André Matos, ex-vocalista das bandas Angra e Shaman, hoje novamente no Viper, André conta que é vegetariano desde os 14 anos de idade, por livre e espontânea vontade. Seu pai seguia a alimentação macrobiótica e, para André, adotar um estilo de vida mais naturalista nunca não foi nenhum sacrifício. Ao contrário, a compaixão que nutre pelos animais ajudou bastante. “Lembro-me de que, quando era criança, fui levado a uma pescaria no interior e no final do dia voltei com um balde cheio de peixes... Aí me disseram para jogar a água fora e abrir suas barrigas para limpá-los. Assim que despejei a água, observei que os peixes se debatiam muito. Não hesitei em encher novamente o balde e, o mais rápido que pude, fui devolvê-los ao lago. Eu devia ter uns cinco ou seis anos de idade. Desde este dia, nunca mais concordei com essas coisas”, revela.
Hoje, devido às inúmeras viagens e turnês, André adotou o ovolactovegetarianismo por conveniência. Mas as carnes certamente nunca fizeram parte essencial de seu menu.  Ele acredita que as pessoas que se abstém de comer carne conseguem alcançar um nível maior de percepção de si e do mundo ao redor. “A questão espiritualista é um pouco subjetiva, pois cada pessoa a desenvolve de acordo com suas aptidões e necessidades. Mas, sem dúvida, o vegetarianismo eleva a consciência em geral e o simples fato de haver disciplina em relação à própria alimentação, já contribui para que sejamos pessoas menos alienadas”. Com a sensibilidade apurada André, escreveu letras bastante voltadas a questões transcendentais, como Ritual, For Tomorrow, Time Will Come (Shaman), entre outras. Ele diz que não se considera uma pessoa religiosa e que é muito importante discernir entre religiosidade e espiritualidade. “Através da música, creio ter conseguido me aproximar um pouco mais do intangível. Música, acima de tudo, é um canal de comunicação inconsciente entre as pessoas, por intermédio da sensorialidade. É um meio através do qual várias portas se abrem. Não é por acaso que praticamente todas as religiões incluem a música em seus cultos e rituais”. 
André busca transmitir algumas de suas experiências, bem como experiências alheias, através da música. “O mundo é um grande caldeirão fervilhante, no qual se encontram todos os que por aqui passaram e em todas as épocas. O processo criativo em arte consiste em 'captar' esses insights e transformá-los a seu modo. Por isso, a arte é personalista. E, ao mesmo tempo, gera identificação espontânea por parte de quem a absorve. Acho importante que os artistas tenham crenças e valores reais. E que consigam passá-los adiante. Só assim o mundo irá melhorar”, declara.  
André Matos é vegetariano desde os 14 anos de idade


O metal a favor do vegetarianismo

Um clipe da banda Sepultura balançou seus fãs em 2006. Foi Convicted in Life (veja a letra abaixo), que mostra um pouco da “vida” dos porcos num abatedouro. Derrick Green, vocalista da banda, que é vegetariano há 25 anos, conta que esse vídeo mostra como a indústria da carne é cruel. “As pessoas não sabem ou não querem reconhecer a terrível verdade que existe em nossa sociedade”, diz.
Derrick conta que a base principal desse vídeo foi o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri, que inspirou também todo o cd Dante XXI, lançado no ano passado. “Muitos problemas que o poeta abordou na época em que a obra foi escrita (1321), ainda persistem. O Sepultura adicionou sua própria interpretação e a adaptou para a atualidade”, explica.
Quando Derrick assistiu um documentário sobre a indústria da carne, sentiu que poderia usar algumas das imagens no vídeo Convicted in Life , com o objetivo de mostrar a brutalidade que existe no mundo e as conseqüências das ações humanas sobre os animais e o planeta. “Essas conseqüências são mais ligadas às estórias do livro, mas acreditei que existiam elementos significativos nele, que pudessem provocar sentimentos mais profundos nas pessoas”.
Segundo Derrick, mesmo sem o Sepultura ter canções com foco específico na questão animal, suas músicas estão abertas á interpretações e ao provocar reações nas pessoas podem servir a um grande propósito.
Derrick tornou-se vegetariano aos 15 anos, numa época em que começou a questionar muitas coisas. Três livros o influenciaram muito:  The Jungle, escrito por Upton Sinclair, Diet for a New America, de John Robbins e, The Bhagavad-Gita.
Ao mesmo tempo em que lia, Derrick conhecia cada vez mais amigos vegetarianos, fato também que pesou em sua decisão. “Experimentei parar de comer carne por duas semanas e depois disso nunca voltei”, revela.
Derrick acredita que o vegetarianismo é o melhor jeito de viver para ele e diz que não é nada realista esperar que as outras pessoas façam a mesma coisa.
Para ele, o consumo desenfreado de carne deve ser combatido sim, mas com conhecimento. “A natureza tem seu próprio jeito de mostrar que não estamos no caminho correto. Inundações, furacões, terremotos, secas, entre outros desastres naturais tem se tornado cada vez mais severos e isso não está acontecendo á toa.Tudo está conectado e todas as nossas ações voltam-se contra nós, agora mais rapidamente. Isso deve ser divulgado cada vez mais porque o conhecimento é uma ferramenta poderosa para a mudança de consciência”.

O vegetariano Derrick e a banda Sepultura

Do heavy ao punk

Política, sociedade e ideais, que incluem o vegetarianismo, sempre foram temas bastante discutidos dentro do cenário punk/hardcore. Bandas como Crass, Conflict, Antidote, MDC, Oi Polloi, Cro-Mags e muitas outras, foram as primeiras a se manifestar contra a matança de animais.
No Brasil, a política e a sociedade capitalista eram, e ainda são, os temas preferidos dos punks e hardcores. A banda Ratos de Porão, formada na década de 1980, é um exemplo disso. Quando João Francisco Benedan, ou João Gordo, entrou no grupo em 1983, as letras recheadas de protesto ganharam um representante literalmente de peso. Os anos se passaram e hoje, para surpresa e prazer de muitos, surge nesse cenário um novo e vegetariano João Gordo.
Sempre contestador, Gordo conta que a princípio foi meio que obrigado a tornar-se vegetariano. Depois de uma cirurgia de redução de estômago, que realizou há mais de um ano, todos os tipos de carne ficaram indigestas para ele. Gordo diz que antes não pensava muito na questão animal, até que um fato o fez mudar de idéia. Num Freak Show, programa produzido pela MTV, inúmeras línguas de boi foram jogadas junto com groselha num ringue de luta. Gordo diz que sentiu um misto de emoções que o fizeram analisar o problema por um outro ângulo. “Conviver com o pessoal hardcore e vegetariano me abriu os olhos para a causa animal. Agora eu me importo de verdade. É f... o que os caras fazem com os bichos”, declara. Quando finalmente parou de comer carne, muitos o parabenizaram, principalmente seus parceiros de banda. Além de ético, Gordo notou que ser vegetariano, engorda menos e é mais benéfico para a saúde. Ele confessa: “antes eu odiava coisas como chuchu. Hoje tenho o maior prazer em comer. Um dia sem querer, acabei comendo um treco com carne e senti aquele gosto de sebo, argh!”.
Suas preocupações com questões ligadas à natureza sempre existiram, mas hoje em dia estão mais presentes, tanto que Gordo cedeu em 2006 ao Greenpeace os direitos autorais de Amazônia Nunca Mais, música que faz parte do álbum Brasil, o mais vendido do Ratos de Porão.  “Sou de uma geração mais troglodita e essa preocupação com caos urbano, eu e o Ratos sempre tivemos. Aliás, sempre fomos atemporais com relação ao meio ambiente e ao fim do mundo”.
Gordo tem uma visão fatalista acerca do futuro. “Na hora em que começar o êxodo, o caos, a falta de água, a desertificação, daí a coisa vai pegar. As empresas então, nem se fala, elas ainda ganham muito com a agropecuária e com o desmatamento. Quando elas começarem a ganhar muito com a conscientização e com a preservação, aí a coisa muda. Mas, por enquanto é preju para eles. É o apocalipse! Tem até uma música dos Ratos que fala sobre isso: Testemunhos do Apocalipse. Eu acho que as pessoas têm de mudar. Me preocupo muito com meus filhos e com o mundo que estou deixando para eles”, declara
Gordo diz que não se sente ainda muito à vontade falando de vegetarianismo, mesmo porque este é um campo bem novo para ele. “Estou no mesmo status de quem para de fumar. Ta ligado? O que posso dizer é que me sinto bem sendo vegetariano.”

João Gordo diz que o pessoal hardcore abriu seus olhos para a causa animal


Um dos apoiadores do vegetarianismo de Gordo foi Maurício Alves Fernandez, ou Boka, baterista do Ratos de Porão e da banda I Shot Cyrus. Boka conta que há 9 anos se tornou vegetariano. “Sou 99% vegan, digamos assim, pois raras vezes aceito alimentos que tenham algum tipo de lácteo como ingrediente."
Os motivos que levaram Boka a se tornar vegetariano foram muitos, segundo ele, divididos entre filosóficos, éticos, econômicos, ambientais, entre outros. Mas o ponto crucial é que após muita informação e reflexão sobre o assunto, chegou à conclusão de que os animais têm seus próprios interesses e não existem para servir a humanidade. “Não acredito que os humanos dêem um tratamento coerente ou justo para as outras espécies que habitam o planeta e parece que também não estão abertos a tal debate. Muita gente não dá a mínima para isso. Muitos gostam de sangue e ponto final”, declara. Boka acha que hoje as pessoas estão mais abertas a entender o vegetarianismo, mas “definitivamente ainda é tudo muito tímido”.
Na opinião do baterista, hoje já existe muita informação sobre os malefícios da carne e a destruição causada por sua indústria, mas a “cultura” ou a falta dela é ainda arraigada e muito forte: “Quando revelamos que somos vegetarianos, muita gente logo pergunta se a gente não fica doente porque não come proteína”.
Boka diz que talvez com informações mais massivas e com o apoio de profissionais de saúde e nutricionistas que entendam do assunto, o número de vegetarianos cresça, mas não é muito otimista com relação ao tempo que isso levará para acontecer.
Boka é 99% vegan

O X da questão

Não é novidade que a música tem um grande poder transformador. Inúmeras experiências feitas com plantas e animais demonstraram resultados fantásticos em seu comportamento, desenvolvimento e crescimento. No ser humano é absorvida pelas células e órgãos e age indiretamente nos processos orgânicos. A música faz vibrar, chorar, rir, emociona, ensina e até cura! Muita gente acredita ainda que as letras política e ecologicamente corretas das canções podem ajudar a mudar a consciência humana. Mas será que isso realmente acontece?
André Vieland acredita que sim. Músico e administrador do restaurante Vegacy, ele é vegan há seis anos e participa ativamente do movimento straight edge (sXe), compondo músicas que abordam o vegetarianismo como uma das principais temáticas. “Acredito que música é uma grande aliada para a mudança de consciência. É uma “arma” das mais funcionais”, declara. Ele costuma dizer nos shows de uma das suas bandas, que o conhecimento leva á conseqüência. Vieland é vocalista da Good Intentions e da Live For This, e diz
que as pessoas que ouvem suas músicas não só se preocupam com o som, mas também com o quê está sendo dito. “Essas pessoas podem sim ser modificadas. Comigo foi assim, e tenho muitos amigos que também pensam dessa forma. Acredito que boa parte do conhecimento que tenho em relação ao vegetarianismo e ao veganismo foi adquirido através da música”, acrescenta.
O movimento sXe nasceu do punk e tinha todos os seus ideais contestadores. Nos Estados Unidos, onde surgiu, nunca esteve diretamente ligado ao vegetarianismo, porém na América Latina e em grande parte da Europa, essa ligação sempre foi muito forte. Na final dos anos 80, a banda Youth Of Today passou a difundir o vegetarianismo, em suas músicas, camisetas e entrevistas. Com eles, muitas outras bandas da época, como Gorilla Biscuits e Insted, por exemplo, aderiram e logo o modo de vida vegetariano se tornou uma tendência dominante dentro do sXe. Com o tempo, os direitos dos animais foram se tornando mais importantes na cena mundial do movimento e foram surgindo novas bandas, cujo propósito principal era difundir esse ideal. Uma das melhores letras sobre o assunto, e que sintetiza bem a questão animal foi escrita pela banda belga Nations On Fire. A música chama-se 4 More Reasons (veja a letra abaixo).
Segundo Vieland, hoje em dia devido a modismos e informações distorcidas muitas pessoas se tornam sXe e ainda não tem a menor idéia de onde isso veio e o que representa o X que fazem nas costas das mãos. Entretanto, existem também pessoas que levam isso muito a sério, que põem a mão na massa, se engajam no movimento seriamente, buscam informação e mudam seus hábitos de vida. De acordo com Vieland, “apesar dos que só entram no movimento por modismo e não mudam verdadeiramente suas convicções, aqueles que buscam conhecimento e que levam o sXe como uma escolha feita para a vida, são muito importantes porque fazem a diferença”, finaliza.

André Vieland acredita que a música atrai mais gente para o vegetarianismo


Condenado em Vida (convicted in life- 2006 / Sepultura)
 
Abandone toda a esperança quem entra aqui
a dor eterna que corre entre os perdidos
É a ficção da vida
O que você é o que você vive
Nunca fez uma maldita diferença para você
Nos olhos você pode ver a verdade
É a ficção da vida
Eu estou afundando, nenhum outro jeito
Perdido, quem entra aqui
Nada pareceu sair como planejado
não faz nenhuma diferença com as escolhas que eu faço
Estou condenado em vida
Não quero cometer os mesmos erros
Perdido, quem entra aqui
Não posso viver com as falhas
Não há remorso algum para você e para mim
Condenado em vida,
Ficção na vida,
vítima na vida.


Ouça:




Mais quarto razões (four more reasons – 1992/ Nations On Fire)
Tenho pensado sobre o que nós dizíamos
Sobre a ignorância com a qual costumávamos pregar o vegetarianismo
Mas conforme os anos se passaram, sempre procurando mais respostas
Minha sede por conhecimento nunca secou
Analisando a indústria da carne
Como ela irá destruir nosso meio-ambiente em poucos anos
É a segunda maior ameaça à nossa terra
Logo após um desastre nuclear - isso ninguém nunca ouviu!
Quando a carne é vermelha - 4 mais razões para se preocupar
Descubra onde está o perigo
Razões políticas, econômicas, éticas e de saúde
(políticas)  Explorando países do terceiro mundo pela nossa carne
O lobby da carne é poderoso para cacete!
E controla nossas mentes, controla nossas escolas
(Econômicas)  Alimentamos nosso gado com a comida
que poderia alimentar populações inteiras
Estamos poluindo nosso mundo em nome dos lucros  feitos por algumas poucas corporações
(Éticas)  Nosso desrespeito pelos animais prova nosso desrespeito  pelas pessoas:
 especismo e sexismo são uma coisa só
(Saúde)  E no fim estamos destruindo nossa própria saúde
Nosso corpo está fora de equilíbrio
Eu digo, dane-se sua riqueza!
Quando a carne é vermelha - 4 mais razões para se preocupar
Experimente toda a comida saudável que puder
Nós o fizemos e não nos arrependemos  Não nos arrependemos!
Quando a carne é vermelha, é a morte de uma criatura inocente.

Ouça:


Alguns músicos Vegetarianos/Veganos de vários estilos musicais
Absence (banda de hardcore)
Annie Lennox (cantora)
Anthony Kiedis (vocalista dos Red Hot Chili Peppers)
Bob Dylan (cantor)
Bryan Adams (cantor)
Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones)
Chris Martin (vocalista do Coldplay)
Chris Novoselic (baixista dos Nirvana)
Chrissie Hynde (cantora dos The Pretenders)
Damon Alburn (vocalista dos Blur)
Daniel Johns (vocalista/guitarrista dos Silverchair)
Daren Hayes (Savage Garden)
Eddie Jackson (baixista dos Queensryche)
Eddie Vedder (vocalista dos Pearl Jam)
Eddie Vedder

Gavin Rossdale (vocalista dos Bush)
George Harrison (músico dos Beatles)
Jack Dangers (músico dos Meat Beat
Jeff Ament (baixista dos Pearl Jam)
John Feldmann (vocalista dos Goldfinger)
Johnny Marr (ex guitarrista dos The Smiths)
Kate Bush (cantora)
Kim Andrew (vocalista dos Brilliant sins)
Kirk Hammett (guitarrista dos Metallica)
Larry Mullen Jr. (baterista do U2)
Lenny Kravitz (músico)
Maron (banda de harcore
Michelle Malone (cantora)
Moby (D.J.)
Morrissey (cantor)
Mushroom (dos Massive Attack
Paul MacCartney (cantor)
Peter Gabriel (músico)
Phil Collen (cantor)
Point Of No Return (banda de hardcore)
Prince (cantor)
Purification (banda de hardcore)
Rick Allen (Def Leppard)
Rikki Rockett (dos Poison)
Ringo Starr (músico)
Robert Smith (músico The Cure)
Seal (músico)
Serj Tankian (ex-vocalista dos System of a Down)
Serj Tankian

Sinead O'Connor (cantora)
Steve Vai (guitarrista)
Tate (vocalista dos Quennsryche)
Tina Turner (cantora)
Tom Scholz (guitarrista da banda Boston)
Travis Barker (baterista dos Blink-182)
Ziggy Marley (músico)
Fonte: Sítio vegetariano

Curiosidades:
O cantor norte-americano Prince, 53, foi eleito "o vegetariano mais sexy do mundo" de 2006. A organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) abre anualmente a votação em seu site. Só no ano passado, mais de 40 mil pessoas votaram. Prince sucedeu Chris Martin, cantor do grupo de rock britânico Coldplay, homenageado pela PETA em 2005.

Prince é o vegê mais sexy de 2006, segundo o PETA


A líder dos Pretenders, Chrissie Hynde, 60, é militante, filiada ao PETA e não perde uma oportunidade de fazer campanha em prol do vegetarianismo e  contra os maus tratos aos animais. "Sempre dou um jeito de espalhar meus ideais nos países onde faço shows", disse ela em uma entrevista em setembro de 2003, quando esteve no Brasil. Ainda nessa data declarou: "Minha missão aqui na Terra é, antes de tudo, promover o vegetarianismo como saída para a salvação da economia e da saúde."


Chrissie Hynde hoje tem 60 anos


Fonte: site PETA

Esta matéria foi publicada na Revista dos Vegetarianos, em janeiro de 2009 e atualizada para postagem nesta página.

sábado, 13 de julho de 2013

Hoje é o DIA MUNDIAL DO ROCK bebê!

Já que é Dia Mundial do Rock, lá vai minha lista de preferidas. 
São as 10 mais de todos os tempos, segundo eu mesma, com direito a "the best". De algumas destas bandas listadas, já tive a honra de entrevistar os vocalistas: Derrick Green, do Sepultura, André Matos, do Viper, Edu Falaschi, do Almah e Timo Kotipelto, do Stratovarius. Não estão na lista o João Gordo, do Ratos de Porão, e o Japinha, baterista do CPM 22, que também entrevistei há alguns anos para a Revista dos Vegetarianos. Faltam: o
Ozzy, o Plant, a Rita e o Ian Gillan... quem sabe um dia... 
fora dela, tem um monte de músicos de bandas como Metallica, Foo Fighters, System of a Down, etc, etc, etc...que gostaria imensamente de convidar para uma entrevista.
Bem... vamos à listagem. Vejam os vídeos. Espero que gostem!

Em 10º lugar: Sepultura!


Em 9º, nossa rainha do rock, a brasileiríssima Rita Lee!

No 8º lugar: André Matos (ele estava no Shaman).

The 7º goes to: Edu Falaschi, já no Almah.

Em 6º: Timoooo... Stratovarius!


5º lugar para: Ian Gillan, Deep Purple.

Em 4º lugar: Robert!

3º in my heart (always)...

aiaiai... em 2º...: Black Sabbath!

Em primeiro (ainda tem o prêmio especial, claro)... Dio Santo!

O primeiro dos primeiros (e que eu já tive a honra de participar da coletiva de imprensa, com direito a foto):Bruceeeeeeee!

Para terminar, uma de minhas fotos preferidas (sou fã mesmo, o que posso fazer, a não ser admirar muito esse cara e essa banda maravilhosa!). E viva o Rock!!!


terça-feira, 21 de maio de 2013

Timo Kotipelto, do Stratovarius, fala sobre Nemesis

Minha história começou quando sugeri uma pauta para um site no qual frilo... mas não sabia se iria conseguir nem a aprovação da pauta e nem a entrevista com uma celebridade internacional. Para minha surpresa, a pauta foi aceita e eu comecei meu contato com a assessoria de imprensa. Para minha sorte, a assessora era um doce, muito solícita e pronta a me ajudar. Querida Heloisa Vidal, não esquecerei seu nome jamais! Passaram-se alguns dias, o assunto esfriou... e eu pensei: claro, alarme falso, não vai rolar, vamos para a próxima pauta, fazer o quê... Foi então que aconteceu! Confesso que foi com imensa alegria que li a seguinte mensagem no meu gmail: o Timo Kotipelto falará com você antes do show, pois virá para o Brasil duas semanas antes... quê, pensei?! Maravilhosoooooo, comecei a pesquisar sobre as novas músicas, a turnê, para me munir de informações e preparar perguntas inovadoras (como pediram para este site)... convidei até o pessoal de uma TV Web do meu bairro para ir comigo, mas acabou não rolando por conta de compromissos agendados e falta de coordenação entre horários e locomoção necessária, enfim... no dia da entrevista, com tudo pronto, decorado, coração a mil, fui eu para a entrevista com meu fotógrafo preferido: o Fábio Franci!!! Chegando lá, achei se tratar de uma coletiva porque havia algumas equipes de tv por ali... sentei para esperar e vi todos indo embora... então a Heloisa chegou e me disse: pronto Nanci, pode entrar... quê?! Eu, o fotógrafo, a Heloisa e o Timo Kotipelto ao vivo e a cores!

Foto: Fábio Franci
Ao contrário do que havia imaginado para uma celebridade do power metal, um cara pra lá de simpático e muito bem humorado. Me desculpei pelo meu "inglês macarrônico" e parti para a primeira pergunta... foram 2, 3, 4, 5... finalmente a 10ª... alguns errinhos de entendimento, mas no final deu tudo certo. Agradeci muito a entrevista absolutamente exclusiva e até tirei uma foto com ele. Bárbaro!!!

Foto: Fábio Franci
Consegui minha(s) matéria(s)para o site da SaraivaConteúdo. Prestigiem:http://www.saraivaconteudo.com.br/Entrevistas/Post/51671
... também para o meu blog :) e acabei até gravando o show depois para o Daqui TV! Vejam nos links: http://www.tudoeste.com.br/?DS=ttl_banda-stratovarius-faz-show-no-carioca-club|Pub_1|smfr_3|CodArt_24907

E também no: http://www.tudoeste.com.br/?DS=ttl_banda-stratovarius-agitou-o-publico-no-carioca-club|Pub_1|smfr_22|CodVid_24945


Depois disso, fui ao show e fiz as imagens e esta reportagem: http://www.tudoeste.com.br/?DS=ttl_confira-como-foi-o-show-da-banda-stratovarius|Pub_1|smfr_22|CodVid_24986
Aliás, O resultado, além dos textos, é que fiquei ainda mais fã da banda e do Timo. Como em "Unbreakable", conforme o Timo prometeu (e cumpriu) estar no setlist na entrevista, foi um momento indestrutível, especial, que guardarei para sempre. Acompanhem algumas partes da entrevista não aproveitadas na matéria que fiz para o site:

Timo Kotipelto fala sobre Nemesis


Por Nanci Dainezi

Considerado pela crítica como o melhor trabalho de todos os tempos da banda finlandesa Stratovarius, Nemesis, o 14º álbum de estúdio, está repleto de viagens oníricas e ares épicos. Embora tenha ganhado mais ousadia, modernidade e potência com a inclusão de elementos eletrônicos, assim como vozes e corais, e a troca do baterista, continua melódico e com riffs facilmente reconhecidos pelos fãs. Em entrevista, o vocalista e líder da banda, Timo Kotipelto, falou das músicas,da escolha do nome do álbum e do conceito geral do trabalho.
“Quem ouve nossa música se sente renovado e cheio de energia”, afirmou Kotipelto.
Foto: Fábio Franci

Como você define o álbum Nemesis, de forma geral?
Timo. Nemesis é uma versão atual da banda, é um Stratovarius mais moderno se comparado aos álbuns anteriores, incluindo o nosso último álbum de estúdio. Também é mais pesado, obscuro, mais técnico (com a presença de elementos eletrônicos), mas continua focado em boas melodias e nos solos de guitarra. O novo baterista (Rolf Pilve) também deu um tom mais atual às melodias. Alguns dizem que Nemesis é o melhor de todos os álbuns da banda, mas eu penso que ele seja o melhor álbum dos últimos 12 anos. Nós todos gostamos muito do resultado e desta energia mais renovada e poderosa.
O que Nemesis tem em comum com os outros álbuns da banda e também o que tem de diferente? Timo. Em comum, Nemesis continua melódico, com boas músicas, hits pesados e riffs, embora mais rápidos na opinião de algumas pessoas, facilmente reconhecido pelos fãs como sendo do Stratovarius. De diferente, eu acho que está mais moderno com a presença do novo baterista.
Jens Johansson,  Rolf Pilve, Timo Kotipleto,  Lauri Porra e Matias Kupiainen
Foto: Divulgação

O nome Nemesis, dado a este novo álbum se refere mais à deusa da vingança (da mitologia) ou mais a pequena estrela companheira do sol (da astrologia)? 
Timo: O nome Nemesis surgiu após tocarmos no Festival de Verão da Espanha de 2012, ainda no aeroporto. Foi o guitarrista da banda (Matias Kupiainen) quem o sugeriu. Embora alguns falem que Nemesis se refere à estrela companheira do sol, para mim, e até também por conta da arte da capa, ela é a deusa que traz a justiça, fazendo com que os anjos punam com a morte as pessoas más que maltratam o planeta, ou a mãe natureza, o que de certa maneira já está acontecendo conosco com a aparição de catástrofes, furações, etc. Nós deveríamos cuidar melhor da natureza, isso é uma verdade.
As músicas do álbum, que se inicia com Abandon e termina com Nemesis, formam uma história completa?
Timo: Na verdade, além das 11 músicas, que incluem Abandon e Nemesis, existem ainda as faixas bônus Fireborn e Hunter e, na versão japonesa, também a Kill It With Fire. Outra coisa é que as letras foram escritas por cinco pessoas diferentes e, portanto, abordam diferentes assuntos, embora alguns deles tenham uma interligação. De forma geral, não existe um conceito único, as letras abordam temas diversos como resistência, fantasia, luta, esperança e o modo como vemos a vida, por exemplo.

Como aconteceu a escolha das músicas que compõem Nemesis?
Timo: Tínhamos 16 músicas e acabamos escolhendo 11 faixas, sendo que destas, sete são ao vivo. Não são músicas feitas exatamente para dormir... acredito que as canções que escolhemos sejam complementos perfeitos para a vida de quem gosta de power metal, um gênero que tem fãs de idades diferentes, desde adolescentes de 12, 13 anos, até pessoas com mais de 60 anos, com diferentes profissões, o que é fantástico. Elas também transmitem energia boas vibrações. Quem ouve nossa música, em shows ou cd, se sente renovado e cheio de energia.
Capa do novo cd da banda
Foto: Divulgação

O álbum Nemesis é composto por 11 faixas com duas bônus (Fireborn e Hunter). Já a versão japonesa, contém um a mais (Kill It With Fire).
1. Abandon
2. Unbreakable
3. Stand My Ground
4. Halcyon Days
5. Fantasy
6. Out Of The Fog
7. Castles In The Air
8. Dragons
9. One Must Fall
10. If The Story Is Over
11. Nemesis
11. Fireborn (bônus)
12. Hunter (bônus)
09. Kill It With Fire (bônus incluso somente no álbum japonês)

Depois dessa entrevista, mais exatamente no dia 18 de maio, o Stratovarius fez um grande show no lotado Carioca Club, no bairro de Pinheiros. No setlist, que começou com Abandon e Speed Of Light, muitas músicas do novo álbum, como Dragons, If The Story is Over, Fantasy, entre outras. Houve muita interação durante todo o show, mas dois momentos foram especialmente marcantes para o público: quando o baixista solou, pedindo para que o público repetisse seu sobrenome "Que Porra" e quando mister Kotipelto disse que o refrão de Hunting, High and Low, tinha sido mais alto no Paraguai (e que talvez também fosse na Argentina).
Vejam as imagens do show. Crédito do Fábio Franci!
Lotação máxima no Carioca Club

Palco preparado!

A nova formação da banda conta com Rolf Pilve na bateria

Plateia cantou junto com Kotipelto

O baixista Lauri Porra foi uma atração à parte


Matias Kupiainen na guitarra 

Jens Johansson no teclado e piano

Kotipelto nos vocais possantes