sábado, 20 de julho de 2013

Músicas para a conscientização

Seja heavy, punk ou straight edge, o mundo da música está repleto de vegetarianos. E isso não deveria ser surpresa, afinal, a maioria dos músicos tem grande sensibilidade para captar mensagens do inconsciente coletivo e ser o porta-voz de fatos que incomodam, chocam e emocionam as pessoas. Conheça melhor o trabalho de artistas de algumas vertentes do rock que optaram por um estilo de vida sem sofrimento e que transmitem a alma vegetariana em suas músicas e atitudes

Por Nanci Dainezi

O heavy melódico tem seu representante vegê brasileiro. É André Matos, ex-vocalista das bandas Angra e Shaman, hoje novamente no Viper, André conta que é vegetariano desde os 14 anos de idade, por livre e espontânea vontade. Seu pai seguia a alimentação macrobiótica e, para André, adotar um estilo de vida mais naturalista nunca não foi nenhum sacrifício. Ao contrário, a compaixão que nutre pelos animais ajudou bastante. “Lembro-me de que, quando era criança, fui levado a uma pescaria no interior e no final do dia voltei com um balde cheio de peixes... Aí me disseram para jogar a água fora e abrir suas barrigas para limpá-los. Assim que despejei a água, observei que os peixes se debatiam muito. Não hesitei em encher novamente o balde e, o mais rápido que pude, fui devolvê-los ao lago. Eu devia ter uns cinco ou seis anos de idade. Desde este dia, nunca mais concordei com essas coisas”, revela.
Hoje, devido às inúmeras viagens e turnês, André adotou o ovolactovegetarianismo por conveniência. Mas as carnes certamente nunca fizeram parte essencial de seu menu.  Ele acredita que as pessoas que se abstém de comer carne conseguem alcançar um nível maior de percepção de si e do mundo ao redor. “A questão espiritualista é um pouco subjetiva, pois cada pessoa a desenvolve de acordo com suas aptidões e necessidades. Mas, sem dúvida, o vegetarianismo eleva a consciência em geral e o simples fato de haver disciplina em relação à própria alimentação, já contribui para que sejamos pessoas menos alienadas”. Com a sensibilidade apurada André, escreveu letras bastante voltadas a questões transcendentais, como Ritual, For Tomorrow, Time Will Come (Shaman), entre outras. Ele diz que não se considera uma pessoa religiosa e que é muito importante discernir entre religiosidade e espiritualidade. “Através da música, creio ter conseguido me aproximar um pouco mais do intangível. Música, acima de tudo, é um canal de comunicação inconsciente entre as pessoas, por intermédio da sensorialidade. É um meio através do qual várias portas se abrem. Não é por acaso que praticamente todas as religiões incluem a música em seus cultos e rituais”. 
André busca transmitir algumas de suas experiências, bem como experiências alheias, através da música. “O mundo é um grande caldeirão fervilhante, no qual se encontram todos os que por aqui passaram e em todas as épocas. O processo criativo em arte consiste em 'captar' esses insights e transformá-los a seu modo. Por isso, a arte é personalista. E, ao mesmo tempo, gera identificação espontânea por parte de quem a absorve. Acho importante que os artistas tenham crenças e valores reais. E que consigam passá-los adiante. Só assim o mundo irá melhorar”, declara.  
André Matos é vegetariano desde os 14 anos de idade


O metal a favor do vegetarianismo

Um clipe da banda Sepultura balançou seus fãs em 2006. Foi Convicted in Life (veja a letra abaixo), que mostra um pouco da “vida” dos porcos num abatedouro. Derrick Green, vocalista da banda, que é vegetariano há 25 anos, conta que esse vídeo mostra como a indústria da carne é cruel. “As pessoas não sabem ou não querem reconhecer a terrível verdade que existe em nossa sociedade”, diz.
Derrick conta que a base principal desse vídeo foi o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri, que inspirou também todo o cd Dante XXI, lançado no ano passado. “Muitos problemas que o poeta abordou na época em que a obra foi escrita (1321), ainda persistem. O Sepultura adicionou sua própria interpretação e a adaptou para a atualidade”, explica.
Quando Derrick assistiu um documentário sobre a indústria da carne, sentiu que poderia usar algumas das imagens no vídeo Convicted in Life , com o objetivo de mostrar a brutalidade que existe no mundo e as conseqüências das ações humanas sobre os animais e o planeta. “Essas conseqüências são mais ligadas às estórias do livro, mas acreditei que existiam elementos significativos nele, que pudessem provocar sentimentos mais profundos nas pessoas”.
Segundo Derrick, mesmo sem o Sepultura ter canções com foco específico na questão animal, suas músicas estão abertas á interpretações e ao provocar reações nas pessoas podem servir a um grande propósito.
Derrick tornou-se vegetariano aos 15 anos, numa época em que começou a questionar muitas coisas. Três livros o influenciaram muito:  The Jungle, escrito por Upton Sinclair, Diet for a New America, de John Robbins e, The Bhagavad-Gita.
Ao mesmo tempo em que lia, Derrick conhecia cada vez mais amigos vegetarianos, fato também que pesou em sua decisão. “Experimentei parar de comer carne por duas semanas e depois disso nunca voltei”, revela.
Derrick acredita que o vegetarianismo é o melhor jeito de viver para ele e diz que não é nada realista esperar que as outras pessoas façam a mesma coisa.
Para ele, o consumo desenfreado de carne deve ser combatido sim, mas com conhecimento. “A natureza tem seu próprio jeito de mostrar que não estamos no caminho correto. Inundações, furacões, terremotos, secas, entre outros desastres naturais tem se tornado cada vez mais severos e isso não está acontecendo á toa.Tudo está conectado e todas as nossas ações voltam-se contra nós, agora mais rapidamente. Isso deve ser divulgado cada vez mais porque o conhecimento é uma ferramenta poderosa para a mudança de consciência”.

O vegetariano Derrick e a banda Sepultura

Do heavy ao punk

Política, sociedade e ideais, que incluem o vegetarianismo, sempre foram temas bastante discutidos dentro do cenário punk/hardcore. Bandas como Crass, Conflict, Antidote, MDC, Oi Polloi, Cro-Mags e muitas outras, foram as primeiras a se manifestar contra a matança de animais.
No Brasil, a política e a sociedade capitalista eram, e ainda são, os temas preferidos dos punks e hardcores. A banda Ratos de Porão, formada na década de 1980, é um exemplo disso. Quando João Francisco Benedan, ou João Gordo, entrou no grupo em 1983, as letras recheadas de protesto ganharam um representante literalmente de peso. Os anos se passaram e hoje, para surpresa e prazer de muitos, surge nesse cenário um novo e vegetariano João Gordo.
Sempre contestador, Gordo conta que a princípio foi meio que obrigado a tornar-se vegetariano. Depois de uma cirurgia de redução de estômago, que realizou há mais de um ano, todos os tipos de carne ficaram indigestas para ele. Gordo diz que antes não pensava muito na questão animal, até que um fato o fez mudar de idéia. Num Freak Show, programa produzido pela MTV, inúmeras línguas de boi foram jogadas junto com groselha num ringue de luta. Gordo diz que sentiu um misto de emoções que o fizeram analisar o problema por um outro ângulo. “Conviver com o pessoal hardcore e vegetariano me abriu os olhos para a causa animal. Agora eu me importo de verdade. É f... o que os caras fazem com os bichos”, declara. Quando finalmente parou de comer carne, muitos o parabenizaram, principalmente seus parceiros de banda. Além de ético, Gordo notou que ser vegetariano, engorda menos e é mais benéfico para a saúde. Ele confessa: “antes eu odiava coisas como chuchu. Hoje tenho o maior prazer em comer. Um dia sem querer, acabei comendo um treco com carne e senti aquele gosto de sebo, argh!”.
Suas preocupações com questões ligadas à natureza sempre existiram, mas hoje em dia estão mais presentes, tanto que Gordo cedeu em 2006 ao Greenpeace os direitos autorais de Amazônia Nunca Mais, música que faz parte do álbum Brasil, o mais vendido do Ratos de Porão.  “Sou de uma geração mais troglodita e essa preocupação com caos urbano, eu e o Ratos sempre tivemos. Aliás, sempre fomos atemporais com relação ao meio ambiente e ao fim do mundo”.
Gordo tem uma visão fatalista acerca do futuro. “Na hora em que começar o êxodo, o caos, a falta de água, a desertificação, daí a coisa vai pegar. As empresas então, nem se fala, elas ainda ganham muito com a agropecuária e com o desmatamento. Quando elas começarem a ganhar muito com a conscientização e com a preservação, aí a coisa muda. Mas, por enquanto é preju para eles. É o apocalipse! Tem até uma música dos Ratos que fala sobre isso: Testemunhos do Apocalipse. Eu acho que as pessoas têm de mudar. Me preocupo muito com meus filhos e com o mundo que estou deixando para eles”, declara
Gordo diz que não se sente ainda muito à vontade falando de vegetarianismo, mesmo porque este é um campo bem novo para ele. “Estou no mesmo status de quem para de fumar. Ta ligado? O que posso dizer é que me sinto bem sendo vegetariano.”

João Gordo diz que o pessoal hardcore abriu seus olhos para a causa animal


Um dos apoiadores do vegetarianismo de Gordo foi Maurício Alves Fernandez, ou Boka, baterista do Ratos de Porão e da banda I Shot Cyrus. Boka conta que há 9 anos se tornou vegetariano. “Sou 99% vegan, digamos assim, pois raras vezes aceito alimentos que tenham algum tipo de lácteo como ingrediente."
Os motivos que levaram Boka a se tornar vegetariano foram muitos, segundo ele, divididos entre filosóficos, éticos, econômicos, ambientais, entre outros. Mas o ponto crucial é que após muita informação e reflexão sobre o assunto, chegou à conclusão de que os animais têm seus próprios interesses e não existem para servir a humanidade. “Não acredito que os humanos dêem um tratamento coerente ou justo para as outras espécies que habitam o planeta e parece que também não estão abertos a tal debate. Muita gente não dá a mínima para isso. Muitos gostam de sangue e ponto final”, declara. Boka acha que hoje as pessoas estão mais abertas a entender o vegetarianismo, mas “definitivamente ainda é tudo muito tímido”.
Na opinião do baterista, hoje já existe muita informação sobre os malefícios da carne e a destruição causada por sua indústria, mas a “cultura” ou a falta dela é ainda arraigada e muito forte: “Quando revelamos que somos vegetarianos, muita gente logo pergunta se a gente não fica doente porque não come proteína”.
Boka diz que talvez com informações mais massivas e com o apoio de profissionais de saúde e nutricionistas que entendam do assunto, o número de vegetarianos cresça, mas não é muito otimista com relação ao tempo que isso levará para acontecer.
Boka é 99% vegan

O X da questão

Não é novidade que a música tem um grande poder transformador. Inúmeras experiências feitas com plantas e animais demonstraram resultados fantásticos em seu comportamento, desenvolvimento e crescimento. No ser humano é absorvida pelas células e órgãos e age indiretamente nos processos orgânicos. A música faz vibrar, chorar, rir, emociona, ensina e até cura! Muita gente acredita ainda que as letras política e ecologicamente corretas das canções podem ajudar a mudar a consciência humana. Mas será que isso realmente acontece?
André Vieland acredita que sim. Músico e administrador do restaurante Vegacy, ele é vegan há seis anos e participa ativamente do movimento straight edge (sXe), compondo músicas que abordam o vegetarianismo como uma das principais temáticas. “Acredito que música é uma grande aliada para a mudança de consciência. É uma “arma” das mais funcionais”, declara. Ele costuma dizer nos shows de uma das suas bandas, que o conhecimento leva á conseqüência. Vieland é vocalista da Good Intentions e da Live For This, e diz
que as pessoas que ouvem suas músicas não só se preocupam com o som, mas também com o quê está sendo dito. “Essas pessoas podem sim ser modificadas. Comigo foi assim, e tenho muitos amigos que também pensam dessa forma. Acredito que boa parte do conhecimento que tenho em relação ao vegetarianismo e ao veganismo foi adquirido através da música”, acrescenta.
O movimento sXe nasceu do punk e tinha todos os seus ideais contestadores. Nos Estados Unidos, onde surgiu, nunca esteve diretamente ligado ao vegetarianismo, porém na América Latina e em grande parte da Europa, essa ligação sempre foi muito forte. Na final dos anos 80, a banda Youth Of Today passou a difundir o vegetarianismo, em suas músicas, camisetas e entrevistas. Com eles, muitas outras bandas da época, como Gorilla Biscuits e Insted, por exemplo, aderiram e logo o modo de vida vegetariano se tornou uma tendência dominante dentro do sXe. Com o tempo, os direitos dos animais foram se tornando mais importantes na cena mundial do movimento e foram surgindo novas bandas, cujo propósito principal era difundir esse ideal. Uma das melhores letras sobre o assunto, e que sintetiza bem a questão animal foi escrita pela banda belga Nations On Fire. A música chama-se 4 More Reasons (veja a letra abaixo).
Segundo Vieland, hoje em dia devido a modismos e informações distorcidas muitas pessoas se tornam sXe e ainda não tem a menor idéia de onde isso veio e o que representa o X que fazem nas costas das mãos. Entretanto, existem também pessoas que levam isso muito a sério, que põem a mão na massa, se engajam no movimento seriamente, buscam informação e mudam seus hábitos de vida. De acordo com Vieland, “apesar dos que só entram no movimento por modismo e não mudam verdadeiramente suas convicções, aqueles que buscam conhecimento e que levam o sXe como uma escolha feita para a vida, são muito importantes porque fazem a diferença”, finaliza.

André Vieland acredita que a música atrai mais gente para o vegetarianismo


Condenado em Vida (convicted in life- 2006 / Sepultura)
 
Abandone toda a esperança quem entra aqui
a dor eterna que corre entre os perdidos
É a ficção da vida
O que você é o que você vive
Nunca fez uma maldita diferença para você
Nos olhos você pode ver a verdade
É a ficção da vida
Eu estou afundando, nenhum outro jeito
Perdido, quem entra aqui
Nada pareceu sair como planejado
não faz nenhuma diferença com as escolhas que eu faço
Estou condenado em vida
Não quero cometer os mesmos erros
Perdido, quem entra aqui
Não posso viver com as falhas
Não há remorso algum para você e para mim
Condenado em vida,
Ficção na vida,
vítima na vida.


Ouça:




Mais quarto razões (four more reasons – 1992/ Nations On Fire)
Tenho pensado sobre o que nós dizíamos
Sobre a ignorância com a qual costumávamos pregar o vegetarianismo
Mas conforme os anos se passaram, sempre procurando mais respostas
Minha sede por conhecimento nunca secou
Analisando a indústria da carne
Como ela irá destruir nosso meio-ambiente em poucos anos
É a segunda maior ameaça à nossa terra
Logo após um desastre nuclear - isso ninguém nunca ouviu!
Quando a carne é vermelha - 4 mais razões para se preocupar
Descubra onde está o perigo
Razões políticas, econômicas, éticas e de saúde
(políticas)  Explorando países do terceiro mundo pela nossa carne
O lobby da carne é poderoso para cacete!
E controla nossas mentes, controla nossas escolas
(Econômicas)  Alimentamos nosso gado com a comida
que poderia alimentar populações inteiras
Estamos poluindo nosso mundo em nome dos lucros  feitos por algumas poucas corporações
(Éticas)  Nosso desrespeito pelos animais prova nosso desrespeito  pelas pessoas:
 especismo e sexismo são uma coisa só
(Saúde)  E no fim estamos destruindo nossa própria saúde
Nosso corpo está fora de equilíbrio
Eu digo, dane-se sua riqueza!
Quando a carne é vermelha - 4 mais razões para se preocupar
Experimente toda a comida saudável que puder
Nós o fizemos e não nos arrependemos  Não nos arrependemos!
Quando a carne é vermelha, é a morte de uma criatura inocente.

Ouça:


Alguns músicos Vegetarianos/Veganos de vários estilos musicais
Absence (banda de hardcore)
Annie Lennox (cantora)
Anthony Kiedis (vocalista dos Red Hot Chili Peppers)
Bob Dylan (cantor)
Bryan Adams (cantor)
Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones)
Chris Martin (vocalista do Coldplay)
Chris Novoselic (baixista dos Nirvana)
Chrissie Hynde (cantora dos The Pretenders)
Damon Alburn (vocalista dos Blur)
Daniel Johns (vocalista/guitarrista dos Silverchair)
Daren Hayes (Savage Garden)
Eddie Jackson (baixista dos Queensryche)
Eddie Vedder (vocalista dos Pearl Jam)
Eddie Vedder

Gavin Rossdale (vocalista dos Bush)
George Harrison (músico dos Beatles)
Jack Dangers (músico dos Meat Beat
Jeff Ament (baixista dos Pearl Jam)
John Feldmann (vocalista dos Goldfinger)
Johnny Marr (ex guitarrista dos The Smiths)
Kate Bush (cantora)
Kim Andrew (vocalista dos Brilliant sins)
Kirk Hammett (guitarrista dos Metallica)
Larry Mullen Jr. (baterista do U2)
Lenny Kravitz (músico)
Maron (banda de harcore
Michelle Malone (cantora)
Moby (D.J.)
Morrissey (cantor)
Mushroom (dos Massive Attack
Paul MacCartney (cantor)
Peter Gabriel (músico)
Phil Collen (cantor)
Point Of No Return (banda de hardcore)
Prince (cantor)
Purification (banda de hardcore)
Rick Allen (Def Leppard)
Rikki Rockett (dos Poison)
Ringo Starr (músico)
Robert Smith (músico The Cure)
Seal (músico)
Serj Tankian (ex-vocalista dos System of a Down)
Serj Tankian

Sinead O'Connor (cantora)
Steve Vai (guitarrista)
Tate (vocalista dos Quennsryche)
Tina Turner (cantora)
Tom Scholz (guitarrista da banda Boston)
Travis Barker (baterista dos Blink-182)
Ziggy Marley (músico)
Fonte: Sítio vegetariano

Curiosidades:
O cantor norte-americano Prince, 53, foi eleito "o vegetariano mais sexy do mundo" de 2006. A organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) abre anualmente a votação em seu site. Só no ano passado, mais de 40 mil pessoas votaram. Prince sucedeu Chris Martin, cantor do grupo de rock britânico Coldplay, homenageado pela PETA em 2005.

Prince é o vegê mais sexy de 2006, segundo o PETA


A líder dos Pretenders, Chrissie Hynde, 60, é militante, filiada ao PETA e não perde uma oportunidade de fazer campanha em prol do vegetarianismo e  contra os maus tratos aos animais. "Sempre dou um jeito de espalhar meus ideais nos países onde faço shows", disse ela em uma entrevista em setembro de 2003, quando esteve no Brasil. Ainda nessa data declarou: "Minha missão aqui na Terra é, antes de tudo, promover o vegetarianismo como saída para a salvação da economia e da saúde."


Chrissie Hynde hoje tem 60 anos


Fonte: site PETA

Esta matéria foi publicada na Revista dos Vegetarianos, em janeiro de 2009 e atualizada para postagem nesta página.

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